A equipe

 

Marcela Bueno

Marcela Bueno

Idealizadora

Biografia

Paulista, nascida no interior mas com 20 anos de capital, psicóloga de formação e atuação. Adoro viajar e conhecer novos lugares, culturas e principalmente novos comportamentos e costumes. Atualmente resido em Valência – Espanha, após meses na encantadora ilha de Malta. Em eterna adaptação, aprendo a cada dia uma função nova. Hoje sou colunista do blog Brasileiras pelo Mundo e professora de português para estrangeiros, além de voluntária em organizações locais.

Um pouco de tudo que vivi e aprendi pelo caminho

MARCELA BUENO, 39 anos (quase 40 OMG!), nascida em Americana, interior de São Paulo, mas paulistana de prática e coração. Residente em Valência – Espanha, após muito caminhar por aí… inquietante por natureza, me sinto em casa quando vago pelo mundo. Nasci no interior, mas sempre tive o desejo de ir para a capital, afinal sou uma mulher do mundo e aquela cidadezinha “tranquila” era pequena demais para os meus sonhos.

Batalhei e aos 17 anos estava na capital paulistana. Uma cidade imensa, cheia de gente esquisita, barulhenta, poluída e corrida…Mas não demorou muito tempo para eu me acostumar. Logo me senti a mais paulistana das mulheres!!!! Caminhando (se é que é possível) como se lá tivesse nascido.

Não foi fácil viver (e sobreviver) em São Paulo, ainda mais quando até então, tinha uma rotina tão certinha e dependente. Ter que fazer escolhas tão abruptas  e ser cobrado (por mim mesma) pela opção correta, machuca, expõe, mas me tornou adulta e também vitoriosa. Pois é claro, sinto muito orgulho de tudo o que passei e que conquistei naquela mega e louca cidade.

Corajosa e ambiciosa, optei por cursar a graduação na capital, mesmo não conhecendo ninguém para me abrigar e confortar. Entrei em Direito na Universidade Mackenzie, onde me formei e atuei por longos anos. Na verdade, há uma imensa confusão nessa formação, pois, para pagar a faculdade e minhas despesas, comecei a trabalhar no mercado financeiro. Então, não sei ao certo se fui mais advogada ou bancária.

Em 1997, após dois anos em São Paulo, empregada e prestes a curtir minhas primeiras férias, precisava decidir para onde ir. Pensei em algo sofisticado e é claro, bem longe…Nada de Estados Unidos, queria algo mais além…EUROPA…

Me lembro que ao chegar a agência, a agente de viagens, ao ouvir minha decisão, disse: “Nossa, é tão difícil um jovem escolher a Europa como destino para sua primeira viagem internacional. Geralmente preferem os EUA”. Pode até ser, mas eu nunca gostei de ser padrão. Roteiro escolhido: Madri, Barcelona, Nice, Milão, Roma, enfim, um tour de 20 dias entre Espanha, França e Itália. Sabe aquela viagem dos sonhos…É, seria !!! Meses antes da fantástica viagem a Europa, quando estava reunindo toda a documentação para tirar meu primeiro passaporte, adivinhem…São Paulo, centro, uma jovem dentro de uma ônibus lotado…fui assaltada. Levaram a minha carteira, cheque, cartão e todos os meus documentos. Tive vários problemas depois disso, resultado: não consegui realizar a minha grande e esperada viagem a EUROPA e nem a lugar nenhum.

Porém, um ano depois, em julho de 1998, troquei a viagem turística por um intercâmbio. Em princípio, já que a Copa do Mundo seria na França e eu sou apaixonada por futebol, este país tornou-se a minha opção. Não sabia uma palavra em francês, pelo menos nada além de bonjour, merci, s’il vous plait, ça va…para manter uma diálogo básico decente. Mas enfim, estava indo lá para isso mesmo – aprender francês. Porém, fui convencida a trocar meu destino. Então, para onde ir?! Claro, como não!!!! ESPANHA. Sou descendente de espanhol, convivi com meu avô e seu estilo fúria de ser por anos. Nada melhor do que conhecer as minhas origens. Foi a melhor opção da minha vida, aí era só decidir a cidade. Não me lembro ao certo por qual razão, mas escolhi a capital, MADRI. PS: meu avô nasceu em Granada, mas não tinha essa opção…Hoje sou oficialmente cidadã espanhola, o que facilita muito minhas andanças.

Dessa vez, sem nenhum imprevisto, parti sozinha para a minha primeira viagem internacional. Me lembro que meus pais e meu irmão foram até o aeroporto para se despedirem e, é claro, recomendar os famosos juízos, até porque eu tinha “só” 20 aninhos.

FOI A MELHOR EXPERIÊNCIA DA MINHA VIDA! Só não sabia que na mala, trazia também um tal de Wanderlust. Doencinha crônica essa…

Demorou a chegar a segunda viagem internacional. Mudanças no trabalho, formatura, relacionamentos, falta de dinheiro, enfim. Estava insatisfeita e continuava inquieta e após uma importante decisão de mudança profissional, resolvi me dar um presente – uma viagem dos sonhos ao México. Em novembro de 2003, fiquei 15 dias circulando pelo centro, Pacífico e Caribe mexicano.

No ano seguinte, decidi começar uma nova graduação, Psicologia, hoje minha atual profissão, afinal inquietante e corajosa por natureza, lembra. Mantive meu emprego no banco até minha formação para bancar minhas viagens e em 2005, fui ao Peru, na minha primeira trilha. Quando programei minha viagem a Machu Picchu, tinha a certeza que queria passar pelo mesmo caminho que os incas passaram e sozinha, carreguei por 5 dias uma mochila de 8 quilos, Cordilheira acima. Me lembro de dormir em uma barraca minúscula com um canadense gigante que tomava quase todo o espaço…Foi sensacional, chegar ao portal da cidadela pré colombiana ao amanhecer e dar de cara com aquela admirável e inexplicável construção.

Em 2007, ano de comemoração (e medo) dos meus 30 anos, tive o privilégio de ter duas férias. Em janeiro, 20 dias entre Grécia, Egito e Turquia. Sobre o Olimpo, não há dúvidas e indagações, é simplesmente hors concours. Agora, a terra das pirâmides me frustou um pouco, não sei se foi porque estava sozinha; aliás não recomendo pois trocar mulheres por camelos não e uma lenda urbana; ou simplesmente porque a cidade tomou conta da história e a está destruindo. Ainda bem que veio a Turquia. Que lugar encantador, que povo acolhedor e gentil, mesmo que sempre há, ao final, a intenção da venda.

Nos 10 dias de férias restantes, optei pelo tour na Itália. O sonho de conhecer a Itália me pertencia desde 1997. Foram 10 anos de espera! Ânsia por conhecer a beleza e elegância dos italianos, a história viva nas ruas e principalmente, ver de perto a bella Toscana, descrita deliciosamente por Frances Mayes.

Em 2008, Cuba: Havana e Varadero. Na capital, o contraste e o fascínio de um povo curioso e falante. No caribe, sol, mar, cerveja e muita azaração.

Depois veio a Argentina…Buenos Aires transpira e inspira romantismo. É claro que também é uma viagem para amigos e solitários, mas para os casais tem outro sabor.

Uruguai, Uruguai, Uruguai e mais uma vez, Uruguai…como eu amo esse país. Eu e uma amiga embarcamos pela primeira vez, em um congelante dia de julho. Sob uma temperatura de 4 graus e rajadas de ventos, Uruguai me deu boas-vindas.  Foram mais 3 maravilhosas experiências posteriores, curtindo todas as estações.

A Europa e minha paixão; perdi as contas de quantas vezes atravessei o oceano rumo ao velho Mundo (até aqui me estabelecer). Croácia, ah! A Croácia. O que seria da minha vida sem os prazeres croatas…Bósnia e sua arraigada história de Guerra, Áustria, Suíça, Alemanha (Berlim, que loucura!), França além de Paris, que álias e o meu lugar no mundo, Inglaterra, Escócia, Irlanda, República Tcheca, Eslováquia, País de Gales, Bélgica, Holanda…Tudo na Europa me encanta.

Nos últimos anos, tentava intercalar minhas viagens entre Europa e América, de preferência a do Sul e Central. Chile, Colômbia, Venezuela, álias, explorei o Monte Roraima em 7 dias de paz e espiritualidade, República Dominicana, Panamá, Estados Unidos…sim, quebrei todos os meus pré conceitos e fui a Nova York e Detroit, visitar amigas.

Passei por Mendoza e curti muito andar de bike pelos vinhedos até que cheguei ao triplo A – Escandinávia. Os melhores países em qualidade de vida em diferentes listas publicadas mundo afora. Verdade! Um passeio pelos fiordes noruegueses, a bela capital dinamarquesa, a estrutura funcional sueca e encontrar Papai-Noel na Finlândia. Tudo mágico.

Há mais de um ano residindo na Europa, quando decidi fazer meu segundo intercâmbio de 6 meses na ilha de Malta e em seguida partir para a Espanha e testar uma vida diferente, um novo recomeço. Aqui encontrei segurança e tranquilidade, mas deixei uma grande parte de meu coração no Brasil. Estou aprendendo a cada dia a conviver com as ausências e com a saudade.

Enfim, adoro escrever sobre minhas aventuras, dividir minhas experiências e ajudar os amigos na montagem de roteiros. Cada viagem e um laboratório para mim. Analista de comportamento que sou, observo, memorizo e utilizo cada detalhe.

Venha viajar comigo!

Nathan Gemis

Nathan Gemis

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