Duas mulheres e um carro: nossas aventuras pelo Reino Unido (Parte 1)

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Em julho de 2014, minha amiga e eu começamos uma super aventura de carro pelo Reino Unido. Foram 11 dias inesquecíveis pelas terras da Rainha, rodando quilômetros na mão esquerda com um (dois) carro(s) alugado(s), entre belíssimas paisagens e muita história para contar.

Partimos de Londres, no dia 25, ela conduzindo e eu de co-pilota tentando ler um GPS invertido. Resultado: rodamos o centro de Londres por horas, até encontrar a saída para a autopista. Tempo suficiente para uma multa por transitar em via de rodízio e uma contravenção ao desviar o entorno do Palácio de Buckingham no momento da troca da guarda.

Enfim, na estrada, nossa meta do dia era dormir na cidade de Bath, 186 quilômetros a oeste de Londres, passando por Stonehenge e por Oxford. Mas é claro, como boa paulistanas, encontramos um trânsito no caminho. Uma rota que duraria um pouco mais de uma hora, com certeza, dobrou.

Quando chegamos no círculo de pedra, tudo foi compensado. Que lugar encantadoramente misterioso! Este venerável monumento é a estrutura megalítica mais famosa do mundo, mas sabemos muito pouco sobre  quem a levantou e com qual finalidade. Prevê-se  que a construção se estendeu por umas 80 gerações, durante aproximadamente 1.600 anos. As histórias e o misticismo são tamanhos, mas não mais importante que a magnitude estrutural.

Stonehenge – arquivo pessoal

Passado o êxtase, seguimos viagem rumo ao cenário de Harry Potter. Oxford, conhecida por abrigar a universidade anglofona mais antiga, é literalmente uma cidade cenográfica. Caminhar pelas ruas cercadas de edifícios góticos é remeter-se as ficções. Por ser uma cidade universitária, além é claro, de estar no Reino Unido, o que não falta são pubs lotados, seja de estudantes, trabalhadores em happy hour ou turistas. Chegamos tarde, e como a maioria das atrações estava fechada, o jeito foi beber. Merecidíssimo! J.K.Rowling deveria incluir esse programa no próximo livro versão maiores de 18.

Pit stop cumprido e alimentadas, trilha que segue…Chegamos em Bath muito tarde; foi o tempo de encontrar um estacionamento, descarregar as coisas e seguir o mapa do tesouro até o hostel. Adendos: no Reino Unido, como em toda a Europa, estacionar é uma batalha. Há poucas vagas públicas e as privadas custam uma fortuna porém, viajar de carro nos dá o privilégio que não arrastar as imensas bagagens pelo caminho. Pegamos só o essencial e colocamos em uma pequena bolsa e, já está.

O hostel era tão antigo quanto a cidade! Subir os degraus estreitos e ruidosos nos dava a sensação que tudo iria desabar em questão de minutos; mas por uma noite…

No dia seguinte a primeira coisa a fazer: retirar o carro do estacionamento, pois como estava em frente a garagem de um comércio, tinha horário controlado, e buscar outra vaga. Ao final, acabamos deixando no estacionamento de um supermercado, o que é claro, nos custou uma fortuna.

Bath é uma cidade muito conhecida por suas termas romanas, e também é Patrimônio da Humanidade por sua belíssima arquitetura georgiana, além disso a cidade foi muito retratada nos livros de Jane Austin, uma de minhas escritoras predileta, inclusive há um museu em sua homenagem (Jane Austen Centre).

Termas Romanas – arquivo pessoal

Além de se perder pela cidade, não deixe de ver as Termas de Roman Baths, o Royal Crescent e se possível termine o dia relaxando no Thermae Bath Spa. Optamos pelo pacote New Royal Bat que inclui 2 horas de banho nas piscinas, toalhas, robes e chinelos e assim nos despedimos de Bath, mirando a cidade dentro de uma piscina de água quente, no topo de uma edifício.

Saindo por um curto período da Inglaterra, chegamos em Cardiff, capital do País de Gales. A estrada até ali é belíssima, lotada de placas indicativas de castelos, enfim Wales abriga 641 deles. Como tínhamos apenas um dia completo para conhecer a cidade, decidimos caminhar pela Baia de Cardiff, que por ser verão estava repleta de atrações, onde também conhecemos o Wales Millennium Centre, National Assembly e o Norwegian Church e seguimos até o Castelo de Cardiff, que fica mais ao centro da cidade. A partir de então, começa a maratona…

estrada entre Bath e Cardiff – arquivo pessoal

O nosso primeiro plano, quando alugamos o pequeno e charmoso Fiat 500, era deixá-lo na loja do aeroporto de Cardiff, porém decidimos andar um pouco mais e então renovamos o aluguel, passando a entregá-lo em Manchester, nosso próximo destino. No final deu certo, porém neste interim, nos perdemos pelos campos de Gales, passamos sem pagar pelo estacionamento do aeroporto e pior, ficamos presas em uma obra rodoviária, embaixo de chuva, que nos obrigou a dormir em um hotel na beira da estrada.

Assembléia Nacional – Cardiff Bay (arquivo pessoal)

Tínhamos reservado um quarto através do Airbnb para ficarmos por 2 noites em Manchester, mas perdemos uma noite com a rodovia fechada. Acabamos por chegar as 12 do dia seguinte, aí foi o tempo de largar as malas e dar uma volta para conhecer esta famosa cidade inglesa.

Serei extremamente sincera: quando, 3 anos depois, me propuseram Manchester como destino para intercâmbio de inglês eu simplesmente disse “próximo”, ou seja, não me agradou. Seus prédios de tijolos vermelhos e ruas estreitas, me causaram uma certa claustrofobia e insegurança. A cidade que deu início a Revolução Industrial, me impressionou apenas pelas lojas de discos (foi de lá que partiram grandes nomes como Oasis, New Order e The Smiths), os shopping centres e o Museu  Nacional do Futebol, esse sim, grande atração!

Em 29/07, data final do aluguel do carro, fomos até a concessionária e firmamos um novo contrato. Agora estamos mais potentes; nos deram um Opel Astra Vermelho com doble x de vantagens e nos sentimos as panteras. Espaço maior para malas, automatismo e tudo mais. Ok, primeiro vexame: como ligar o automóvel (risos)? Depois de algumas tentativas, tivemos que pedir ajuda aos funcionários da loja. Primeiro passo superado, voltamos ao apartamento para buscar nossas malas e partirmos. Ao ligar novamente o automóvel, a dificuldade agora era colocar a marcha ré (que vergonha). Juro que tentamos, mas a solução foi abordar um sujeito na rua e pedir auxilio.

Partiu York….

**continuação**

O que percorremos até então

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