Mundial de 98: a comemoração (e a tragédia)

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Julho de 1998.

No dia 07/07/98, na semi-final da Copa da França, jogo entre Brasil e Holanda, com final totalmente diferente do desastroso 1×2 desta última Copa (isso antes claro do 7×1 contra a Alemanha), fomos a Casa do Brasil. Trata-se de uma residência de estudantes estrangeiros que vivem em Madri, localizada próximo a embaixada brasileira no bairro de Moncloa, belíssimo, onde também está a residência oficial do presidente do governo.
Jogo do Brasil, vários brasileiros reunidos, só podia ter samba e muito verde-amarelo, além da festa, é claro…Fora brasileiros, o lugar estava lotado de estrangeiros, todos em busca de alegria.
Após uma sofrida vitória da nossa seleção, fomos terminar (ou melhor começar) a comemoração no centro da capital. Já na estação de metro, estendemos uma imensa bandeira em um dos últimos vagões e lá mesmo, o samba tomou conta…por alguns minutos o metro ficou parado na estação em virtude da algazarra brasileira…imagina dezenas de pessoas felizes, pulando e cantando dentro do vagão!
Fechamos uma rua próximo a Puerta del Sol (onde encontram-se alguns bares brasileiros) e a festa continuou até a madrugada. Me lembro dos moradores gritarem e jogarem água sobre nós, mas nada fazia parar a alegria brasileira…
Foi emocionante assistir e comemorar a vitória da seleção longe do país. A união é maior e muito mais calorosa. Super experiência !!!
Porém, a final do Mundial foi frustrante. Todos lembram do desastre da seleção frente os franceses. O pior foi aguentar no dia seguinte, o diretor da escola, que era francês óbvio, caçoando da gente.
Fomos novamente assistir o jogo na Casa Brasil, no mesmo esquema da semi-final, confiantes e prontos para mais uma festa. Lembro que neste dia, como a maioria dos estudantes estrangeiros, estávamos sem dinheiro para a passagem do metro, e fizemos uma coisa bem feia…pulamos a catraca…crianças não façam o mesmo…Enfim! a segurança não é lá essas coisas ou fingiram não ver 4 garotas burlando a lei…*
Mas nada de festa, no final do jogo voltamos para casa curtir uma ressaca moral.
* hoje me envergonho disso!

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